LATAM Energy Report
O panorama energético da América Latina entra em uma nova fase, moldada pelo desafio de ampliar uma oferta confiável e competitiva e, ao mesmo tempo, acelerar a transição para sistemas de baixo carbono. Este relatório acompanha os mercados de petróleo, gás, GNL, GLP e transição energética em 16 países.
O que você precisa saber
Os pontos essenciais para entender as mudanças regulatórias e de mercado que moldam o setor de energia da América Latina.
A América Latina está fortalecendo seu papel como fornecedora global de energia, mas o avanço é desigual. Brasil, Argentina e Guiana ampliam a produção, enquanto México, Colômbia e Bolívia enfrentam queda na produção de petróleo ou gás.
O gás natural está se tornando um combustível estratégico de transição. A demanda crescente e a necessidade de diversificar a oferta impulsionam a infraestrutura de GNL, enquanto Vaca Muerta, na Argentina, amplia as oportunidades regionais de gás.
Distribuição e infraestrutura são as principais prioridades regulatórias, seguidas por exploração e produção, investimento, comercialização e medidas de qualidade.
Planos e marcos de energia estão sendo atualizados em toda a região, combinando a expansão das energias renováveis com o papel contínuo dos recursos convencionais.
Os biocombustíveis seguem como um pilar-chave da descarbonização, com mandatos de mistura mais altos em mercados como Brasil, Paraguai e Bolívia e avanços em hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis de aviação.
Setores intensivos em energia, como os data centers, estão aumentando a demanda por fornecimento confiável e exigem que os marcos regulatórios evoluam de acordo.
O que o relatório mapeia
O relatório combina uma visão regional com o acompanhamento regulatório por país.
- Perspectivas setoriais 2026
- Panorama regional por país
- Panorama regulatório: petróleo, gás, GNL, GLP e transição energética
- Um olhar mais atento ao mercado de gás
- Principais tendências e iniciativas a acompanhar
Duas dinâmicas que redesenham a região
O conflito no Oriente Médio e o papel da América Latina
A escalada no início de 2026 reforçou o papel da região como fornecedora alternativa de energia, com Argentina e Brasil atraindo novos compradores, como a Índia. Também pressionou preços e subsídios, forçando os governos a adotar medidas de contenção e aumentando a urgência de projetos de infraestrutura e integração.
Integração do mercado de gás
O comércio regional de gás caiu quase pela metade entre 2013 e 2023, de 18,6 para 9,2 bilhões de metros cúbicos, em grande parte devido à queda da produção boliviana. As importações de GNL superam as de gasoduto desde 2014, e a Argentina está passando de importadora a potencial fornecedora regional por meio de Vaca Muerta.
Principais tendências na região
Pressão crescente sobre o modelo tradicional de empresas estatais de petróleo e gás, incluindo Pemex, Ecopetrol e Petroperú.
Integração energética regional e segurança de abastecimento, na esteira da Declaração do Mercosul de 2025 sobre Integração e Segurança Energética.
Demanda de energia de tecnologias emergentes, como IA e data centers, que pode acelerar a revisão do planejamento energético e da regulação.
O fenômeno El Niño, que pode reduzir a geração hidrelétrica, aumentar a volatilidade do abastecimento e pressionar ainda mais as redes elétricas.