Relatório Especial · 2026

Medidas Governamentais Frente à Crise dos Combustíveis

Com o choque do petróleo provocado pela guerra no Irã, o governo brasileiro acionou uma bateria de medidas provisórias, resoluções e projetos de lei para conter o repasse de preços e garantir o abastecimento. Este relatório mapeia as principais respostas regulatórias entre fevereiro e maio de 2026.

11páginas de análise
102propostas legislativas mapeadas
28/02–13/05janela de monitoramento em 2026
Ver principais destaques
Medidas Governamentais Frente à Crise dos Combustíveis cover
Resumo em um minuto

O que você precisa saber

Os seis pontos essenciais para entender a resposta do governo brasileiro à crise dos combustíveis.

01

O barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 100 após a escalada do conflito entre Israel e Irã, com risco real de bloqueio ao Estreito de Hormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

02

Para conter o repasse aos preços internos, o governo editou as MPs 1340, 1349 e 1358, somando cerca de R$ 13 bilhões em subsídios para diesel, gasolina e GLP.

03

A MP 1343 instituiu pisos mínimos de frete rodoviário, enquanto a MP 1344 abriu um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para sustentar a política de preços.

04

Um bloco de projetos (PL 1853, PL 1282 e PLP 4788) retomou o debate sobre reestatização de ativos estratégicos de combustíveis, em contraponto à agenda de livre mercado do PDL 251.

05

Uma nova arquitetura institucional de monitoramento foi criada, com a Portaria MME 61, a Resolução CGC 1/2026 e as Resoluções ANP 998, 1000 e 1002.

06

Apenas na janela de 8 a 21 de março, 35 novas propostas legislativas relacionadas à crise foram protocoladas no Congresso — um indicador da velocidade da resposta política.

Frentes de atuação

Onde a crise está sendo enfrentada

As medidas se concentraram em quatro frentes principais, do choque externo à resposta doméstica.

  • Choque geopolítico e Estreito de Hormuz
  • Subsídios a diesel, gasolina e GLP
  • Pisos de frete e crédito extraordinário
  • Debate sobre reestatização vs. livre mercado
  • Precificação da Petrobras
  • Monitoramento regulatório (MME, CGC, ANP)
Panorama regulatório

Dois ângulos da resposta à crise

O epicentro: o choque do Irã

A escalada do conflito entre Israel e Irã e a ameaça concreta ao Estreito de Hormuz elevaram o Brent para além de US$ 100, pressionando toda a cadeia de combustíveis no Brasil e forçando uma resposta emergencial do governo em poucas semanas.

A resposta imediata: subsídio e controle de preços

As MPs 1340, 1349 e 1358 concentraram cerca de R$ 13 bilhões em subsídios a diesel, gasolina e GLP, enquanto a MP 1343 (pisos de frete) e a MP 1344 (R$ 10 bi em crédito extraordinário) sustentaram a cadeia de transporte e distribuição.

O que observar

Próximos marcos regulatórios

1

A MP 1340 vence em 12/07 e a MP 1343 em 16/07 — ambas precisam ser convertidas em lei pelo Congresso ou perdem validade.

2

A trajetória do cessar-fogo entre Israel e Irã segue como principal variável para o preço do Brent e, por consequência, para a pressão sobre os subsídios brasileiros.

3

A votação do PL 1625 no Congresso pode redesenhar parte da política de preços de combustíveis para além do horizonte emergencial.

4

O embate entre as propostas de reestatização (PL 1853, PL 1282, PLP 4788) e a agenda de livre mercado (PDL 251) deve se intensificar nos próximos meses.

102 medidas, um único mapa regulatório completo

Falar com nosso time