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Segurança e defesa

A Base Industrial da Defesa (BID), também conhecido como  Complexo Industrial Militar, reúne empresas, agências governamentais e centros de pesquisa que atuam, de forma integral ou parcial, no desenvolvimento de produtos, serviços e tecnologias para defesa, segurança e atividades aeroespaciais. Trata-se de um setor que, de forma geral, necessita de níveis intensivos de capital e tecnologia.  Além disso, a atividade da BID tem grande capacidade de aumentar a competitividade e eficiência econômica de um país a partir do fortalecimento industrial e tecnológico, do aumento da demanda por mão-de-obra especializada e qualificada, de avanços em pesquisas de diversas áreas científicas e do desenvolvimento de novos produtos e serviços civis.

Por ser visto como ativos estratégicos, países como os EUA, França e Reino Unido costumam defender o controle de fornecimento em território nacional e apoiar o setor por meio de políticas proativas como, por exemplo, compras e encomendas militares, programas de P&D, financiamento e suporte direto a exportações, entre outros. O volume de apoio à BID representa entre 2,5% a 3% do PIB na França e nos EUA, 4,7%.

No Brasil, o investimento é de 1,5% do PIB e a Estratégia Nacional de Defesa estabelece uma conexão clara entre compras militares e o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Com isso em vista, encomendas das Forças Armadas tendem a priorizar programas e empresas que gerem capacitação e desenvolvimento tecnológico local, seja pela fabricação nacional ou pela transferência de tecnologia em acordos de cooperação com estrangeiros.

As Forças Armadas também apresentam no Livro Branco de Defesa um vasto programa de encomendas militares para as próximas duas décadas,              que inclui submarinos, navios, helicópteros, aviões, caças, sistemas de defesa e vigilância, blindados, além de mísseis e armamentos em geral. Esse livro orienta o mercado e a indústria no desenvolvimento de produtos, tecnologias e parcerias de acordo com a demanda militar brasileira.  Considerando as demandas da Marinha, Aeronáutica e do Exército, ao todo são esperadas compras no valor de US$ 50 bilhões.  

Como todo programa governamental de grande porte, as compras militares e o apoio à BID sofrem com as restrições impostas pelo baixo crescimento econômico do país. No entanto, passado esse momento de correção da economia brasileira, os investimentos em defesa voltarão a contar com grande aporte de recursos do governo federal. No pipeline de contratação estão programas estratégicos, entre eles: Sisgaaz, a renovação da frota da Marinha, Proteger e aquisição de mísseis.  

A identificação de oportunidades e da viabilidade de negócios para empresas interessadas exige compreensão da dinâmica empresarial, política industrial local e estrutura do setor militar no Brasil (cada Força Armada possui características e prioridades próprias). Além disso, é essencial a localização de apoio e programas de P&D e capacidade de análise de fatores relacionados à geopolítica e política externa.

A Prospectiva possui extenso conhecimento e experiência nessa área, sendo capaz de oferecer inteligência e análise para planejamento e decisões estratégicas das empresas ao transitar por esses temas.