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Energia

A estratégia de crescimento de qualquer país passa pelo planejamento e desenvolvimento do setor energético, que inclui uma variedade de subsetores, como óleo e gás (O&G) e elétrico. No Brasil, o Estado desempenha papel central, sobretudo de planejador da demanda e oferta, regulador e, em muitos casos, operador. Nesse sentido, o mapeamento e entendimento dos agentes estatais, bem como da agenda do governo e de políticas públicas para o setor são essenciais para que empresas possam planejar sua atuação, indo além da regulação técnica.

Nos últimos anos, o setor vem sendo utilizado como instrumento de política industrial, monetária e fiscal, o que ressalta seu viés estratégico para o desenvolvimento do país. Economicamente, o setor de O&G contribui com 12% do PIB. Além de ser um relevante arrecadador de impostos, possui considerável perspectivas de investimentos e de fonte de desenvolvimento científico e tecnológico. A cadeia de O&G é responsável ainda pela geração de mais de 400 mil empregos e possui um importante papel em P&D: cerca de 50% dos pesquisadores formalmente empregados trabalham para fornecedores da Petrobras.  O setor elétrico, por sua vez, possui participação de 2% no PIB.

Os principais desafios do setor incluem capacidade de investimento das estatais (Eletrobrás e Petrobrás), o desenvolvimento da indústria local para o atendimento da política de conteúdo nacional, além da viabilidade ambiental dos projetos, cada vez mais contestada. A sustentação econômica do setor, em seu modelo atual, também é um desafio. O novo patamar dos preços do petróleo e a crise hídrica colocam em cheque o modelo financeiro vigente e a atratividade dos novos projetos. Ao mesmo tempo, surgem novas oportunidades para o setor privado, sobretudo na contratação fontes de energia não convencionais e na busca por eficiência e geração compartilhada.

A Prospectiva atua no setor apoiando no entendimento da conjuntura política e econômica atual e identificando possíveis cenários de políticas públicas.